8 de setembro de 2006


Eis o Oceano, eis o Mar...
É no silêncio das vossas ondas, que batem contra as rochas ou se espraiam na areia, que encontro as respostas para muitas das minhas inúmeras e barulhentas questões.

Queridos Oceano e Mar nunca permitam que alguém decifre a vossa linguagem mágica, pois no dia em que isso acontecer desaparecerá o encanto e o mistério, uma das formas que encontro de ficar em silêncio e ser embalada pelos vossos murmúrios sábios que me levam até ao canto mais inexplorado da minha alma e do meu sentir.

São as telas que vou pintando com as vossas águas e as músicas que vou compondo com os vossos silêncios, que me ajudam a ter consciência de mim e das minhas limitações.
Ao olhar as obras que vou pintando e compondo, aprendo a aceitar o meu EU e a amar profundamente todas as imperfeições do meu SER.

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