Esquecimentos...
Hoje esqueci-me da carteira em casa. Seria pacífico se tivesse tido tempo para tomar o pequeno almoço em casa e não tivesse sentido a sua falta depois de um café e de um pão integral com manteiga, tomados num café onde habitualmente nunca vou. Para além da sensação de arrepio por não encontrar a carteira no "cantinho" habitual da mala onde lhe costumo deitar a mão para a tirar, fica-me a sensação de impotência: tudo o que tinha ingerido não poderia ser devolvido,
pelo menos no mesmo estado sólido em que tinha sido servido. De repente senti-me passar da temperatura ártica à equatorial e, mesmo com o rosto afogueado, lá me dirigi à senhora explicando o sucedido. Foi simpática, mas não pude deixar de sentir o olhar do cavalheiro, que a meu lado bebia o seu galão, desviar-se, da notícia que lia no jornal pousado em cima do balcão, na minha direcção procurando avaliar a verdade da minha justificação. Por ele fui constituida arguida.
pelo menos no mesmo estado sólido em que tinha sido servido. De repente senti-me passar da temperatura ártica à equatorial e, mesmo com o rosto afogueado, lá me dirigi à senhora explicando o sucedido. Foi simpática, mas não pude deixar de sentir o olhar do cavalheiro, que a meu lado bebia o seu galão, desviar-se, da notícia que lia no jornal pousado em cima do balcão, na minha direcção procurando avaliar a verdade da minha justificação. Por ele fui constituida arguida.

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