Receios
Ao dizê-lo até me sinto um bocadinho pateta, mas medo incontrolável só tenho de aranhas, tudo o resto são receios - alguns deles já foram grandes medos - e tenho-os muitos, alguns deles banais, outros mais profundos e dolorosos com os quais continuo a aprender a viver.
Receio não ser capaz de dar um bom testemunho de Vida; receio ter perdido oportunidades únicas por precipitação e erros cometidos; receio o sofrimento, o meu e o dos meus; receio a dor da saudade pela ausência dos que amo; receio a solidão do fim de vida em que rodeada de gente, num mundo tão cheio, não identifico nenhum sorriso e não encontro nenhuma mão a quem dar a minha; receio não ter capacidade para nunca baixar os braços perante as adversidades e de correr o risco de me afastar da Esperança que me move; receio a tristeza do coração vazio, sem Amor, e a falta de dedos onde possa entrelaçar os meus.
Receio, mas vivo;

Receio não ser capaz de dar um bom testemunho de Vida; receio ter perdido oportunidades únicas por precipitação e erros cometidos; receio o sofrimento, o meu e o dos meus; receio a dor da saudade pela ausência dos que amo; receio a solidão do fim de vida em que rodeada de gente, num mundo tão cheio, não identifico nenhum sorriso e não encontro nenhuma mão a quem dar a minha; receio não ter capacidade para nunca baixar os braços perante as adversidades e de correr o risco de me afastar da Esperança que me move; receio a tristeza do coração vazio, sem Amor, e a falta de dedos onde possa entrelaçar os meus.
Receio, mas vivo;
Receio, e vou sendo comedidamente feliz;
Receio, mas não posso parar... Ele não deixa!

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